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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Exportar cachaça é levar a cultura brasileira para o mundo

Com exportações em crescimento, bebida amplia presença no exterior e reforça o potencial do Brasil em um mercado global cada vez mais atento à origem, qualidade e identidade dos destilados


Foto: Divulgação


A cachaça possui uma característica que reforça sua identidade no mercado internacional: sua denominação está diretamente ligada ao Brasil. Reconhecida pela legislação brasileira como denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no país, a bebida reúne características relacionadas à matéria-prima, aos métodos de produção e a um conhecimento desenvolvido ao longo de gerações.

Sua presença internacional vem avançando. Em 2025, o Brasil exportou 7,96 milhões de litros de cachaça, crescimento de 19,4% em volume em relação ao ano anterior. Em valor, as exportações alcançaram US$ 17,07 milhões, alta de 17,4%, segundo dados do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), com base no Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Mais do que o desempenho comercial, a expansão abre espaço para apresentar ao consumidor estrangeiro uma categoria com características próprias. Em mercados habituados a reconhecer destilados por sua procedência, a cachaça encontra na origem, na cana-de-açúcar, nos métodos de produção, na diversidade de madeiras e nas possibilidades de envelhecimento importantes diferenciais.

É nesse movimento que produtores brasileiros vêm fortalecendo sua atuação internacional. Um deles é a Weber Haus, de Ivoti (RS), considerada a destilaria mais premiada do Brasil, que exporta seus produtos para mais de 30 países e acumula mais de 180 reconhecimentos nacionais e internacionais.

Em 2026, a Weber Haus já registra um crescimento de 42% nas exportações em comparação ao resultado total do ano passado.

Fundada em 1948 e atualmente conduzida pela quinta geração da família, a companhia construiu sua presença no exterior levando diferentes expressões da cachaça a mercados e perfis de consumo distintos.


A cachaça no mercado internacional

Entrar em um novo país vai além da comercialização do produto. 

Cada mercado possui hábitos de consumo, referências e diferentes níveis de conhecimento sobre a cachaça, o que torna a apresentação da categoria parte importante do processo de internacionalização.

Explicar como a bebida é produzida, suas possibilidades de envelhecimento, as madeiras utilizadas e as diferentes formas de consumo contribuem para aprofundar o conhecimento sobre o produto.

A diversidade do portfólio também participa desse processo. Na Weber Haus, são mais de 80 rótulos, que atendem diferentes propostas e ocasiões de consumo, de produtos versáteis para drinks e coquetelaria a opções voltadas à apreciação. Entre eles, há rótulos que chegam a 10, 12 e 21 anos de envelhecimento. A versão de 21 anos, com diamante incrustado, chega a R$ 16 mil, exemplificando também o espaço conquistado pela cachaça entre produtos de maior valor agregado.

Para Evandro Weber, CEO da Weber Haus, a internacionalização representa uma oportunidade de ampliar o conhecimento sobre a produção e a cultura brasileira.

“Quando exportamos uma cachaça, não estamos levando apenas uma garrafa para outro país. Estamos apresentando um produto com origem, história e conhecimento ligados ao Brasil. Cada novo mercado é uma oportunidade de mostrar a diversidade e a qualidade da nossa produção”, afirma.


Diferenciais brasileiros no exterior

A expansão internacional coloca a cachaça diante de consumidores habituados a categorias de destilados já consolidadas mundialmente. Nesse contexto, evidenciar suas particularidades é parte do posicionamento da bebida no exterior.

A diversidade de madeiras é um desses atributos. Além das tradicionalmente utilizadas na maturação de destilados, espécies brasileiras permitem desenvolver diferentes aromas, sabores e perfis sensoriais.

Os reconhecimentos obtidos em competições nacionais e internacionais também contribuem para demonstrar a qualidade dos produtos em mercados nos quais a categoria ainda conquista espaço.


Estrutura para ampliar a presença internacional

A expansão para outros mercados também faz parte dos próximos passos da Weber Haus. Em um dos maiores ciclos de investimento de sua trajetória, a companhia destina R$ 80 milhões a uma nova indústria em Ivoti, projetada para ampliar a capacidade produtiva em 10 vezes e incorporar tecnologia, automação e inteligência aplicada aos processos.

A nova estrutura prepara a operação para perspectivas de crescimento no Brasil e no exterior, com maior eficiência e controle de produção. A sustentabilidade também integra o projeto, com soluções voltadas ao melhor aproveitamento dos recursos e à eficiência produtiva.

O investimento conecta o conhecimento construído desde 1948 a uma estrutura preparada para uma nova etapa da companhia.

“Temos uma bebida genuinamente ligada ao Brasil, com características próprias e capacidade para conquistar espaço entre os grandes destilados. Nosso objetivo é crescer internacionalmente preservando essa identidade e mostrando a diferentes mercados a qualidade e a diversidade da cachaça”, destaca Evandro Weber.


Uma oportunidade para a cachaça

O crescimento das exportações aponta para uma oportunidade que vai além dos resultados do comércio exterior. A presença em novos mercados também contribui para aumentar o conhecimento sobre uma categoria diretamente associada à origem brasileira.

Para a Weber Haus, a internacionalização faz parte de uma estratégia construída ao longo de cinco gerações e que agora ganha suporte de uma nova estrutura industrial. Ao avançar em diferentes mercados, a companhia busca contribuir para a valorização da cachaça no mercado global de destilados.


A Weber Haus

Fundada em 1948, em Ivoti (RS), a Weber Haus é uma empresa familiar especializada na produção de cachaças e destilados premium. Atualmente conduzida pela quinta geração, combina tradição, inovação e sustentabilidade, com atuação no Brasil e no exterior. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se pela qualidade de seus rótulos, pela diversidade de envelhecimentos e pelo trabalho de valorização da cachaça.


Serviço:

www.weberhaus.com.br


terça-feira, 29 de setembro de 2026

O novo ritual dos encontros: por que as bebidas prontas para beber estão conquistando espaço no Brasil

Categoria registrou crescimento de 15% no varejo em 2026 segundo dados do Radar Scanntech reforçando uma mudança no comportamento do consumidor, interessado em praticidade e experiências compartilhadas


Corote Combo conta com embalagem pet de 1 litro e acompanha proposta que valoriza a praticidade  

Foto: Divulgação


As bebidas prontas para beber, conhecidas como RTDs (ready to drink), registraram um crescimento de 15% em unidades vendidas no varejo brasileiro em 2026, segundo dados do Radar Scanntech. O avanço da categoria evidencia uma mudança no comportamento do consumidor e ajuda a explicar por que esses produtos têm conquistado cada vez mais espaço em encontros sociais, eventos e momentos de lazer. Impulsionado pela praticidade, pela variedade e pela facilidade de consumo, o formato se consolida como uma das principais tendências do mercado brasileiro de bebidas em 2026. 

Além do desempenho no varejo, outros indicadores mostram a dimensão que a categoria vem alcançando no país. De acordo com a Euromonitor International, a produção brasileira de RTDs chegou a 178,9 milhões de litros no ano de 2024. O volume reforça o crescimento das RTDs no mercado e acompanha um aumento dessa nova tendência. 

Para Rafael Henrique Martinez, supervisor de marketing da Missiato Indústria e Comércio Ltda., a expansão das bebidas prontas para beber acompanha uma transformação na escolha do cliente.“Hoje, praticidade e experiência caminham juntas. As RTDs conseguem acompanhar diferentes momentos, e isso acontece devido sua praticidade e diversidade. Para o setor, observar essas mudanças é fundamental para estar conectado cada vez mais aos novos hábitos de consumo”, afirma.

É nesse cenário que o Corote Combo, linha de bebidas da marca Corote, se posiciona como uma opção voltada a essas novas dinâmicas sociais. Disponível nos sabores Gin Melancia, Combo Whisky, Combo Vodka, Gin Tropical, Combo Rum Piña e Combo Rum Cherry Libre, o coquetel alcoólico gaseificado, inspirado nos famosos “copões”, foi desenvolvido para diferentes perfis e ocasiões de consumo.

Segundo Martinez, a proposta também é trazer os copões, mas apresentá-lo sob uma nova perspectiva. “A ideia foi aproveitar uma referência que já faz parte do repertório do público e traduzi-la para uma proposta própria da marca. O Corote Combo traz essa inspiração para o portfólio de forma simples e reconhecível, mas com uma apresentação que amplia as possibilidades para a categoria”, finaliza. 


O Corote Combo

Os coquetéis gaseificados Corote Combo são a mais recente novidade da Corote, marca da Missiato Indústria e Comércio Ltda., que há 66 anos se destaca na produção e comercialização de bebidas alcoólicas no Brasil e no exterior. Com 8% de teor alcoólico, o lançamento chega em embalagem plástica de 1 litro, desenvolvida para oferecer ainda mais praticidade e sabor aos consumidores. Disponível em seis versões, cada uma com identidade própria, a linha traz: Gin Melancia, Combo Whisky, Combo Vodka, Gin Tropical, Rum Piña e Rum Cherry Libre.


A Missiato Indústria e Comércio Ltda

Fundada no final da década 50 e com 67 anos de experiência, a Missiato Indústria e Comércio Ltda é uma das principais referências na produção e comercialização de bebidas alcoólicas no Brasil e no exterior. Com sede em Santa Rita do Passa Quatro (SP), a empresa é referência em qualidade, oferecendo um portfólio diversificado que inclui marcas icônicas como Cachaça 61, Corote, Corote Drinks ICE, Corote Drinks ICE Ultra, Corote Combo, Skarloff e Seresteiro, atendendo desde o público jovem até os apreciadores tradicionais de cachaças, vodkas e bebidas prontas para consumo.

A Missiato comercializa suas bebidas em todo o Brasil e exporta para mercados globais, como Bélgica, Portugal, Paraguai, Angola e Singapura. 


Serviço:

www.missiato.com.br


segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Grupo RFK estreia no e-commerce e mira canal digital como nova frente de expansão nacional

Loja própria reúne quatro marcas do grupo e amplia acesso ao portfólio em regiões onde a companhia ainda avança na distribuição física


Foto: Divulgação/ Grupo RFK


O Grupo RFK, empresa brasileira de multibebidas, estreia no comércio digital em 23 de setembro com a Loja RFK, seu canal próprio de vendas ao consumidor. A plataforma reúne produtos das marcas Refriko, Furioso, Bella Roma e Cowboys e realiza entregas em todo o território nacional.  O canal passa a funcionar como uma nova frente de expansão da companhia, complementando a distribuição física e ampliando o alcance das marcas para diferentes regiões do país.

A entrada no e-commerce acompanha a expansão do negócio da RFK, que começou como distribuidora e passou a atuar também na fabricação e no desenvolvimento de marcas em diferentes categorias de bebidas. Hoje, o grupo possui produtos em segmentos como refrigerantes, energéticos, chopp de vinho e hard tea. 

O plano também prevê utilizar o e-commerce para ampliar a presença do portfólio em regiões prioritárias, incluindo mercados onde a distribuição física ainda está em desenvolvimento. A operação digital permite que a empresa teste a demanda por produtos e categorias antes de ampliar sua presença comercial nesses locais, além de facilitar o acesso a itens que ainda não estão disponíveis em toda a rede física.

A expansão do canal ocorre enquanto a RFK amplia sua operação nacional. A companhia estabeleceu a meta de alcançar R$ 2 bilhões de faturamento até 2030, com investimentos em distribuição, desenvolvimento de marcas e entrada em novas categorias.

“A expansão da RFK passa por ampliar a presença das nossas marcas no mercado brasileiro e construir uma operação cada vez mais abrangente. O e-commerce é parte desse movimento e nos permite avançar na distribuição em escala nacional, acompanhando o crescimento do portfólio e das diferentes categorias em que estamos entrando”, afirma Márcio Mendes, CEO do Grupo RFK.

Além da venda direta, a Loja RFK deverá gerar dados para apoiar decisões comerciais da companhia. A empresa poderá acompanhar procura por produtos, frequência de compra, ticket, origem dos pedidos e demanda por região, identificando diferenças de consumo e oportunidades de distribuição.

“Criar um canal próprio também muda a forma como nos relacionamos com o consumidor. No ambiente digital, conseguimos entender melhor o que ele busca, como navega pelo nosso portfólio e quais produtos despertam interesse. Esses aprendizados são importantes para a construção das marcas e para as próximas decisões do negócio”, afirma Maria Fernanda, diretora de marketing do Grupo RFK.

 A composição da Loja RFK acompanha a estratégia de diversificação do grupo. Estão disponíveis produtos de quatro marcas da companhia: a Refriko, que atua em refrigerantes; a Furioso, em energéticos; a Bella Roma é a marca de chopp de vinho; e a Cowboys, recém-lançada , representa a entrada da RFK na categoria de hard tea, bebida pronta que combina chá preto, vodka e saquê.


Grupo RFK

O Grupo RFK é uma indústria brasileira de bebidas fundada no Paraná e consolidada como uma plataforma multibebidas, com atuação em categorias como refrigerantes, energéticos, cervejas, águas e bebidas quentes. Em forte expansão nacional, a companhia possui operação em estados como Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pará, além de presença na América Latina. Com foco em inovação, tecnologia e eficiência operacional, o grupo reúne um portfólio diversificado de marcas e atua em parceria com o varejo, desenvolvendo soluções voltadas para competitividade, giro e crescimento dentro da categoria de bebidas.


Serviço:

https://loja.gruporfk.com.br/



sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Vittaí leva portfólio de alimentos e bebidas funcionais à etapa regional da Naturaltech

Impulsionada por um crescimento médio mensal de mais de 370% desde o início das operações, no fim de 2025, a Vittaí marca de alimentos e bebidas funcionais do Grupo Upper, com sede em Brusque (SC) foi um dos destaques da etapa regional da Naturaltech, realizada nesta terça-feira (22) em Florianópolis.


O portfólio da Vittaí tem smoothies de açaí, bebida vegetal à base de gergelim e tahines

(Divulgação Vittaí)


Considerada uma das feiras de produtos saudáveis, naturais e de bem-estar mais influentes da América Latina, a Naturaltech expande sua atuação para pólos estratégicos com o objetivo de atender à crescente demanda do Sul do país. Na ocasião, a Vittaí apresentou seu portfólio de produtos, composto por smoothies de açaí, bebida vegetal à base de gergelim e tahines.

Atualmente, a Vittaí concentra sua presença nas regiões Sul e Sudeste, principalmente em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. A estratégia prevê ampliar gradualmente a distribuição para outras regiões do Brasil.

“Para a Vittaí, a participação em um evento desse porte, que agora descentraliza sua atuação para polos estratégicos, representa uma oportunidade vital para acompanhar tendências, ampliar conexões comerciais e fortalecer nossa presença em um mercado em franca expansão”, afirma a head de marketing da marca, Ingrid Spengler.

Com uma proposta que une saúde e praticidade, a empresa aposta no evento para estreitar laços com o varejo e  ampliar oportunidades de negócios. “Queremos ficar cada vez mais próximos do nosso consumidor e dos principais players do setor. A feira funciona como um termômetro fortíssimo para o mercado de saudabilidade no país”, destaca o diretor comercial do Grupo Upper, Felipe Ribeiro.


Vittaí

A Vittaí é uma marca de alimentos e bebidas funcionais do Grupo Upper que nasceu com o propósito de tornar a alimentação equilibrada mais prática, saborosa e acessível. Seu portfólio reúne smoothies de açaí, bebida vegetal à base de gergelim e tahines, combinando ingredientes naturais, inovação e conveniência. Criada pelo Grupo Upper, empresa com mais de 15 anos de experiência em comércio exterior, distribuição, logística e desenvolvimento de produtos, a Vittaí une a expertise de uma companhia com atuação internacional à construção de uma marca voltada às novas demandas de consumo.


Serviço:

www.vittai.com.br

www.vittaiofficial.com



quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Após crescer mais de 25%, empresa Chás Real prevê faturamento de R$ 67 milhões em 2026

Fabricante paranaense sente a retração do varejo e revê os planos de curto prazo, mas mantém a meta de alcançar R$ 100 milhões em receita anual nos próximos cinco anos


Foto: Divulgação


Depois de encerrar 2025 com crescimento superior a 25%, a Chás Real, fabricante da marca Mate Real, prevê uma retração em 2026. A projeção atual é fechar o ano com faturamento próximo de R$ 67 milhões. Até o momento, a receita acumulada está na casa dos R$ 45 milhões.

A desaceleração chega após um período de expansão iniciado no fim de 2024 e levou a empresa rever as expectativas de curto prazo. No primeiro semestre, a queda ficou entre 4% e 5%, segundo a companhia. Para o ano, a estimativa varia entre 5% e 9%, dependendo do comportamento das vendas no último semestre.

"Tínhamos uma projeção de crescimento que acabou frustrada pelo ano eleitoral e pela crise no setor de alimentos. Mas, apesar da retração, a meta não mudou: pretendemos chegar aos R$ 100 milhões de faturamento nos próximos cinco anos", afirma Henrique Fontana, diretor da Chás Real e representante da quinta geração da família à frente do negócio.


Um ano desafiador

De acordo com Fontana, o desempenho da indústria piorou no segundo semestre deste ano. Agosto foi especialmente fraco para o varejo e as vendas de chás recuaram perto de 10%.  Para reverter o cenário, a empresa intensificou as promoções e acompanha dia a dia a performance das ações.

Em 2025, a Chás Real registrou faturamento de aproximadamente R$75 milhões. A receita cresceu mais de 25%, enquanto a companhia estima que o segmento de chás em sachê tenha avançado entre 15% e 16%. 

O empresário explica que, devido a entrada de grandes clientes no ano passado, a retração em volume de pedidos já era esperada.  “O abastecimento inicial dos clientes abertos em 2025 gerou pedidos maiores. É normal que as compras posteriores sejam menores. Ainda assim, os dados de agosto de 2026 não foram positivos para o varejo e para a categoria de chás”, diz Fontana.


Expansão sustentável

A companhia processa cerca de 2 milhões de quilos por ano, considerando erva-mate, camomila e outros insumos. Mantém entre 70 e 80 funcionários diretos e aproximadamente 70 representantes comerciais. Ao incluir logística, promoção de vendas e serviços administrativos terceirizados, estima envolver cerca de 200 pessoas.

A carteira reúne 3.500 clientes ativos. Somados os estabelecimentos atendidos por distribuidores, a marca calcula estar presente em mais de 7.000 pontos de venda. A fábrica instalada em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, teria capacidade para dobrar ou até triplicar a produção sem uma nova unidade industrial, segundo Fontana.

O limite para a expansão está menos na produção e mais no custo de distribuição. Em uma categoria com margens apertadas e volumes menores que os de outros alimentos, o frete pode tornar inviável o atendimento a supermercados de pequeno e médio porte nas regiões mais distantes.

Para reduzir esse obstáculo, a Chás Real implantou em 2026 um estoque no Rio de Janeiro, operado por uma empresa de logística. A experiência poderá ser repetida em São Paulo, Minas Gerais e, futuramente, no Nordeste.  “Como o mercado brasileiro de chás ainda é pequeno, transportar uma carga para o Centro-Oeste, o Norte ou o Nordeste pode sair muito caro. Centros de distribuição e um portfólio maior ajudam a diluir esse custo”, afirma Fontana.

Outra frente é a entrada nas maiores redes supermercadistas do país. Em 2025, a companhia passou a atender clientes como a rede ABC, em Minas Gerais, e o Tenda Atacado, em São Paulo. Também vê potencial no Grupo Mateus, com presença relevante no Nordeste.

A empresa estima que alcançar a maior parte dos cem principais supermercadistas e distribuidores brasileiros poderia acrescentar entre R$ 20 milhões e R$30 milhões à receita nos próximos anos. Para evitar que a busca por escala comprometa a rentabilidade, está desenvolvendo um modelo que relaciona número de lojas, caixas de atendimento e potencial de vendas de cada região ao investimento comercial necessário para abrir um cliente.

A estratégia de crescimento inclui ainda a renovação das embalagens, o fortalecimento dos canais digitais e a criação de sabores associados à procura por produtos funcionais. Uma das apostas recentes combina cúrcuma, gengibre e pimenta-preta. “As pessoas querem chás que tenham funcionalidade e sabor. Se você lança um produto funcional com gosto ruim, a tendência é não dar certo”, diz o diretor.

A companhia também estuda voltar ao segmento de bebidas engarrafadas e entrar em outras categorias de alimentos, especialmente produtos matinais. A diversificação permitiria usar o reconhecimento da marca em novas frentes e elevar o volume transportado, diluindo despesas logísticas. Não há, por enquanto, intenção de realizar aquisições.


Experiência de gerações

A agenda de modernização convive com uma história ligada ao ciclo da erva-mate no Paraná. A família Fontana passou por engenhos instalados em Curitiba, pela fusão de cinco empresas do setor em 1953 e por uma crise que quase levou o negócio ao fim décadas depois. Na recuperação iniciada pela geração anterior, a família vendeu a operação do Café das Oito, reduziu custos e levou cerca de dez anos para quitar as dívidas, segundo Henrique Fontana.

“Eu digo que a geração do meu pai é formada por sobreviventes de guerra. Eles sofreram muito e, por isso, têm medo de gastar. Agora que a empresa está estável e o mundo mudou, quero trazer novas ideias, lançar produtos, fortalecer o digital e recolocar a companhia em ascensão”, afirma.

Essa experiência orienta a postura atual diante da queda do mercado. Em vez de acelerar a expansão com dívida, Fontana afirma que a empresa pretende testar novos produtos, acompanhar a resposta dos consumidores e preservar o caixa. “A responsabilidade da quinta geração é com toda essa história. Temos de dar um passo de cada vez e só assumir um risco do qual seja possível se levantar”, finaliza.


Serviço:

www.matereal.com.br


quarta-feira, 23 de setembro de 2026

França reúne mais de 400 oportunidades de negócios para exportadores brasileiros

Estudo da ApexBrasil aponta potencial para ampliar presença brasileira em mercado que importou cerca de US$ 762 bilhões em 2024, com oportunidades em alimentos, máquinas, químicos e produtos de maior valor agregado


Foto: Divulgação


A França, segunda maior economia da União Europeia e sétima maior do mundo, oferece 407 oportunidades comerciais para produtos brasileiros, segundo novo estudo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O Perfil de Comércio e Investimentos - França apresenta o panorama de um mercado com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 3,4 trilhões, população de 66,7 milhões de habitantes e elevado poder de compra. 

Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e França movimentou US$ 10,3 bilhões, enquanto as exportações brasileiras para o mercado francês somaram US$ 3,1 bilhões. Entre os principais produtos embarcados estão farelo de soja, petróleo bruto, café não torrado e celulose.

Alguns segmentos, no entanto, vêm ganhando espaço e apontam para uma maior diversificação da pauta. As exportações brasileiras de café não torrado cresceram, em média, 32,2% em valor ao ano entre 2021 e 2025. No setor aeronáutico, as vendas de aeronaves e componentes avançaram, em média, 17,9% em valor ao ano no mesmo período, acompanhando a ampliação da presença de aeronaves brasileiras no mercado francês.


Mercado de US$ 762 bilhões abre espaço para produtos brasileiros

A França foi o quinto maior importador mundial em 2024, com aproximadamente US$ 762 bilhões em compras externas. As 407 oportunidades identificadas pela ApexBrasil estão distribuídas principalmente entre produtos alimentícios, máquinas e equipamentos de transporte, combustíveis minerais, produtos químicos, artigos manufaturados e obras diversas. O levantamento também identifica espaço para produtos de maior valor agregado e segmentos associados à sustentabilidade e à sofisticação do consumo francês. Entre as possibilidades de diversificação estão frutas frescas, óleos essenciais, preparações alimentícias, produtos químicos industriais e obras de arte, setores que vêm apresentando crescimento, mas nos quais a participação brasileira nas importações francesas ainda é relativamente baixa. O tamanho e a diversidade do mercado consumidor francês, somados à relevância do país em setores como aeronáutica, tecnologia, turismo e bens de luxo, ampliam as possibilidades para empresas brasileiras interessadas em acessar uma das principais economias europeias.


Acordo Mercosul-UE impulsiona exportações

A entrada em vigor provisória do Acordo Mercosul–União Europeia, em 1º de maio de 2026, abriu uma nova perspectiva para as exportações brasileiras à França. Comparando-se as exportações para o país entre maio e agosto deste ano com o mesmo período do ano passado, as vendas cresceram, aproximadamente, 17,9%, impulsionadas, entre outras coisas, pelo contexto de entrada em vigor do Acordo e pela redução de tarifas para dezenas de produtos.

Entre os segmentos que apresentaram avanço estão derivados alimentícios, especialidades químicas, madeiras processadas, couros e preparações à base de café. Produtos importantes da pauta brasileira, como farelo de soja, petróleo bruto, café verde, celulose e produtos siderúrgicos, já ingressavam no mercado francês com tarifa zero. Outros itens passaram a contar com reduções tarifárias que podem ampliar sua competitividade. É o caso, por exemplo, do café solúvel, que se beneficia de um cronograma de desgravação previsto pelo acordo.


França é o terceiro maior investidor estrangeiro no Brasil

A relação econômica entre os dois países também se destaca pelo volume de investimentos. Em 2024, o estoque de investimento direto francês no Brasil alcançou US$ 80,3 bilhões, colocando a França como o terceiro maior investidor estrangeiro no país, atrás apenas dos Estados Unidos e dos Países Baixos. Entre 2016 e 2026, foram identificados 331 projetos greenfield de empresas francesas no Brasil, que somaram aproximadamente US$ 9,7 bilhões, além de 72 operações de fusões e aquisições. Os investimentos estão distribuídos por áreas como energia, alimentos, tecnologia, logística, infraestrutura e indústria, demonstrando a amplitude das relações econômicas entre os dois países.


Serviço:

www.apexbrasil.com.br


terça-feira, 22 de setembro de 2026

HEINEKEN Spin completa dois anos consolidando negócios de impacto que já somam R$ 560 milhões de faturamento

Com marcas que triplicaram de tamanho e projetos pioneiros em agricultura regenerativa, ecossistema reafirma sustentabilidade como plataforma de crescimento e inovação


Rafael Rizzi, vice-presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos do Grupo HEINEKEN

Foto: Divulgação / HEINEKEN


HEINEKEN Spin, ecossistema de negócios de impacto do Grupo HEINEKEN, completa dois anos consolidando um novo modelo de crescimento para a companhia. Desde seu lançamento, a unidade de negócio acumula mais de R$ 560 milhões em faturamento, impulsionado principalmente pelas marcas de impacto, que triplicaram de faturamento nos últimos dois anos. Entre as iniciativas estruturantes, o HEIFOREST também avança como uma das principais apostas da companhia com foco em resiliência hídrica e remoção de carbono.

Além de ampliar sua distribuição de 10 mil para mais de 60 mil pontos de venda, Baer Mate, Mamba Water e Praya expandiram o portfólio com lançamentos alinhados às tendências de consumo, como Praya Lager Sem Glúten e Mamba Water Protein, suplemento alimentar líquido a base de água, com 20g de proteína do colágeno e BCAAs. De acordo com Rafael Rizzi, vice-presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos do Grupo HEINEKEN, a companhia deve seguir investindo no mercado de bebidas equilibradas, consolidando-se entre um público interessado em produtos inovadores, bem-estar e novas ocasiões de consumo.

Paralelamente, as marcas consolidaram sua estratégia de impacto positivo por meio de iniciativas voltadas à preservação dos oceanos e à ampliação do acesso à água potável. Por meio da plataforma Proteja Sua Praya, a marca Praya apoia o Programa Brasileiro de Reservas de Surf com atuação em São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina e Alagoas, promovendo ações de preservação, educação ambiental e mobilização comunitária. As ações já mobilizaram mais de 1.300 voluntários e removeram mais de 2 toneladas de resíduos de praias, rios e restingas. Já o Mamba Water Project promove o acesso à água potável por meio da instalação de estações de tratamento em comunidades com acesso limitado a esse recurso. O projeto já disponibilizou mais de 51,8 milhões de litros de água potável, impactando quase 4.000 pessoas no interior do Ceará, na região amazônica, no Pará, e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Lançado em 2024 com investimento inicial de R$ 150 milhões, o ecossistema foi criado para diversificar a matriz de negócios da companhia baseadas em sustentabilidade ambiental e social. “Com HEINEKEN Spin, estamos testando e escalando modelos de negócio que podem abrir novas avenidas de crescimento para a companhia. O que começou como uma aposta em inovação já demonstra potencial para gerar valor econômico, impacto positivo e aprendizado estratégico para o futuro do Grupo HEINEKEN”, afirma Rizzi.


Diversificação da matriz de negócios

De acordo com Rizzi, enquanto as marcas de impacto tendem a gerar resultados mais rápidos, iniciativas como o HEIFOREST, iniciativa de restauro e agrofloresta, refletem a visão de longo prazo que orienta a estratégia de diversificação da matriz de negócios da companhia. Desenvolvido em Itu (SP), em uma área originalmente ocupada por pastagens e cultivo de cana-de-açúcar, o projeto prevê a restauração de mais de 800 hectares de áreas degradadas, transformando-as em florestas e sistemas agroflorestais com potencial de gerar benefícios ambientais e climáticos, além de econômicos, por exemplo, com o cultivo e a comercialização do limão.

O foco do projeto é a recarga hídrica da região de Itu, historicamente marcada por estresse hídrico, sendo este o principal benefício ambiental. Já a compensação de emissões de carbono através da remoção responde aos benefícios climáticos previstos pelo projeto. Até o momento, mais de 65 espécies arbóreas foram plantadas em mais de 600 hectares, e a previsão é evitar um gasto estimado de R$ 53 milhões ao longo de 20 anos com a compensação de emissões de carbono geradas pela operação e gerar até R$ 37 milhões em benefícios econômicos para a companhia. A iniciativa é realizada em parceria com a Rizoma, parceiro especializado, responsável pela metodologia de plantio.

Além disso, HEINEKEN Spin também avança em iniciativas voltadas à transição energética e à circularidade, ampliando o potencial de impacto ambiental e econômico do ecossistema. Desde o início do Programa Heineken® Energia Verde, foram entregues mais de 190 milhões de kWh, com economia estimada de R$ 37 milhões nas contas de luz dos aderidos. Na frente de circularidade, a coleta de vidro soma mais de 9,5 mil toneladas, o equivalente a 47,5 milhões de garrafas long neck vazias de 250 ml reintegradas à cadeia do vidro, enquanto a valorização de coprodutos reaproveita resíduos industriais em novas cadeias de produção, reduzindo o descarte e prolongando a vida útil dos insumos.


Serviço:

www.heinekenbrasil.com.br


segunda-feira, 21 de setembro de 2026

TNT conquista quatro medalhas no Brasil Sensory Cup 2026

A marca recebeu medalhas de ouro, prata e bronze nas categorias Isotônico e Bebida Energética


TNT Sport e Drink 

Foto: Grupo Petrópolis / Divulgação 


A TNT, marca do Grupo Petrópolis, maior cervejaria com capital 100% nacional, conquistou quatro medalhas na 7ª edição do Brasil Sensory Cup, um dos principais concursos de bebidas não alcoólicos da América Latina, realizado entre os dias 7 e 12 de setembro, em Florianópolis (SC). A cerimônia de premiação aconteceu no último sábado (12) e reconheceu produtos das linhas TNT Sport Drink e TNT Energy nas categorias Isotônico e bebida Energética.

TNT Sport Drink recebeu a medalha de ouro com o sabor laranja, a prata com tangerina e bronze com uva. Já TNT Energy conquistou a medalha de prata com o energético sabor tangerina zero açúcar. Os prêmios reconhecem a qualidade dos produtos e reforçam a diversidade do portfólio da marca que busca acompanhar diferentes perfis e momentos de consumo.

O Brasil Sensory Cup é a premiação do evento Brasil Cup - concurso internacional que reúne diversas categorias de bebidas - dedicado a bebidas e produtos não alcoólicos, como sucos, energéticos, chás e refrigerantes. Realizado anualmente, o Brasil Sensory Cup promove avaliações às cegas conduzida por especialistas do setor, que seguem critérios específicos de cada categoria para a classificação dos produtos.

“Conquistar quatro medalhas em uma competição especializada é um reconhecimento muito importante para TNT. A conquista se torna ainda mais especial por premiar diferentes sabores nas duas categorias, demonstrando a força e a diversidade do nosso portfólio e mostrando que estamos atentos às novas tendências e hábitos de consumo de um dos segmentos de bebidas que mais cresce no Brasil”, comenta João Netto, CMO do Grupo Petrópolis.

Segundo dados da companhia, a categoria de energéticos foi a que mais cresceu, em volume, entre as bebidas não alcoólicas em 2025, com alta de 15%. Olhando para o segmento, os energéticos saborizados representam cerca de 35% do mercado de energéticos, com crescimento de aproximadamente 4% em 2026, segundo dados do instituto MindMiners. Outro destaque são as bebidas energéticas com benefícios funcionais, que é importante na consideração de compra de 50% dos consumidores, segundo o mesmo instituto.

Neste ano, a Bruna Nunes, Sommelier de Cervejas e Cachaças do Grupo Petrópolis, fez parte do corpo de jurados da competição de cerveja e outros produtos.

Em 2026, o Grupo Petrópolis viveu um importante movimento de expansão e diversificação de seu portfólio, com investimento em inovação de produto em diferentes categorias de bebidas. Entre as novidades está o lançamento da linha zero açúcar de TNT Sport Drink com os sabores Frutas Vermelhas e Frutas Silvestres, além disso, a linha Energy contará como novos sabores, inéditos no mercado brasileiro, até o final de 2026. A participação no Brasil Sensory Cup traduz essa estratégia na prática, reforçando que a companhia possui um portfólio de bebidas relevante e cada vez mais presente no mercado.

 

Grupo Petrópolis 

O Grupo Petrópolis é a maior cervejaria com capital 100% nacional, responsável pelas marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Cabaré, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Fest Drinks, Cabaré Ice, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; os refrigerantes It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o país, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Em 2017, o Grupo criou o programa de consumo consciente Saber Beber, que orienta consumidores sobre o consumo responsável de bebidas alcoólicas. 


O TNT Energy 

Lançado em 2009, TNT Energy Drink é a marca de energéticos do Grupo Petrópolis e está presente em 20 estados brasileiros. Unindo energia, sabor e funcionalidade, aposta em inovação para atender diferentes perfis de consumidores e conta com um portfólio diversificado com 11 opções de sabores, dentre eles, o Original, Original Zero, Tangerina, Maçã Verde e Pêssego. A linha Focus é enriquecida com colina, ideal para auxiliar no foco e na concentração, disponível nos sabores Focus Fantasy, Pink Lemonade e Focus Berry. Já a linha Juice, conta com os sabores Mango Summer e Tropical Vibes. 


TNT Sport

TNT Sport Drink é a bebida esportiva da família TNT - marca reconhecida pelo energético TNT Energy. Com foco em reposição de nutrientes e minerais, a bebida pode ser consumida durante ou depois das atividades físicas, na academia ou ao ar livre. Disponível nos sabores frutados e refrescantes de uva, limão, laranja e tangerina, além da linha Zero Açúcares que reúne os sabores Frutas Vermelhas e Frutas Silvestres, as bebidas apresentam em sua composição a combinação ideal de carboidratos, minerais, vitamina C, cloreto e potássio, permitindo que sejam rapidamente absorvidas pelo organismo. Reforçando sua conexão com o esporte, TNT Sport Drink é a bebida esportiva oficial dos clubes Fluminense, Botafogo, Atlético-MG, Cruzeiro, Bahia e Santos. 


Serviço:

www.grupopetropolis.com.br

tntenergydrink.com.br


sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Com apenas dois anos, Manza é uma das sidras brasileiras mais premiadas do mundo

Marca mineira conquistou dois ouros e uma prata na Brasil Cider Cup 2026 e soma reconhecimentos nos principais concursos nacionais e internacionais da categoria


Foto: Divulgação


A Manza conquistou dois ouros e uma prata na Brasil Cider Cup 2026, realizada no sábado, 12 de setembro. Os três rótulos inscritos pela marca mineira foram premiados na competição, que integra a Brasil Cup, um dos principais concursos de bebidas da América Latina. Os resultados ampliam o histórico de reconhecimentos nacionais e internacionais conquistados desde o lançamento da marca, em 2024.

A Manza Maçã & Limão-Siciliano recebeu ouro na categoria Specialty Cider; a Manza Maçã, Amora & Manjericão, ouro em Cider With Other Fruit; e a recém-lançada Manza Premium Dry Cider estreou em competições com medalha de prata na categoria New World Cider.

As conquistas dão continuidade a uma trajetória de premiações iniciada pouco depois da chegada da Manza ao mercado. Em 2025, a marca recebeu medalha de ouro na Brasil Cup, além dos títulos de Best of Show e Produtora de Sidra do Ano. No mesmo ano, a Maçã & Limão-Siciliano conquistou bronze no World Cider Awards, realizado na Inglaterra.

Em 2026, a Manza também ficou em primeiro lugar geral na Brasil RTD Cup, entre mais de 90 bebidas avaliadas, e liderou as categorias Fermentados e Outras Bases Alcoólicas. Em agosto, a Maçã, Amora & Manjericão recebeu ouro no World Cider Awards, na categoria Speciality Cider, estilo Experimental.

“Esse conjunto de resultados coloca a Manza entre as sidras mais premiadas do Brasil. Para uma marca de apenas dois anos, conquistar reconhecimento em concursos nacionais e internacionais tem um significado enorme. Desta vez, inscrevemos três rótulos e os três voltaram com medalhas, incluindo a Dry, que acabamos de lançar”, afirma Hélio Josengler, fundador da Manza e criador das receitas.


Três rótulos, três interpretações da sidra

A produção da Manza parte da fermentação controlada de frutas brasileiras, sem adição de açúcar ou aromatizantes. A maçã é a base dos três rótulos premiados, mas cada receita explora uma combinação de ingredientes e um perfil sensorial próprio: do toque cítrico do limão-siciliano à presença de amora e manjericão, passando pela expressão mais seca da Premium Dry Cider.

A Manza Maçã & Limão-Siciliano, receita que deu origem à marca, combina maçãs Fuji e Gala brasileiras com um toque de limão-siciliano. Sua fermentação leva quase um mês. A bebida tem perfil meio seco, acidez fresca, dulçor discreto e carbonatação delicada. Pode ser consumida pura ou utilizada na coquetelaria.

Na Manza Maçã, Amora & Manjericão, as amoras fermentam junto com as maçãs, e o manjericão acrescenta o caráter herbal à receita. A bebida tem 5% de teor alcoólico, aromas de frutas negras, presença frutada mais intensa e acidez equilibrada. No World Cider Awards, foi apresentada como Blackberry & Brazilian Basil.

A Manza Premium Dry Cider foi lançada para marcar os dois anos da marca e explorar uma interpretação mais seca e gastronômica da sidra. Elaborada exclusivamente com maçãs Fuji e Gala como base de fruta, sem adição de saborizantes, utiliza levedura de Sauvignon Blanc na fermentação, que contribui para sua construção aromática e seu discreto caráter vínico.

De coloração amarelo-ouro, a Dry apresenta aromas de maçã fresca e frutas de pomar. Na boca, tem corpo leve, textura macia, carbonatação média, acidez equilibrada e final seco e persistente, sem dulçor perceptível. A recomendação é servir gelada, em taça e sem gelo.


Uma sidra brasileira

A história da Manza começou depois que Hélio Josengler conheceu mais profundamente a cultura da sidra durante viagens pela Europa. De volta ao Brasil, começou a produzir a bebida em casa. Foram cerca de 60 testes e aproximadamente um ano de desenvolvimento até chegar à receita que daria origem à marca.

Criada em Belo Horizonte, a Manza lançou seu primeiro lote comercial em 2024. O trabalho com novas receitas ampliou o portfólio e as possibilidades de consumo da bebida, da coquetelaria à harmonização à mesa.

“Os testes foram fundamentais para chegar ao equilíbrio que buscávamos na primeira receita. Com a amora e o manjericão, exploramos um perfil mais frutado e herbal. Na Dry, o caminho foi valorizar a maçã em uma bebida seca, pensada para acompanhar uma refeição. Cada receita exige escolhas próprias e tempo de desenvolvimento. É isso que queremos mostrar: quantas possibilidades existem dentro da sidra”, completa Hélio.


Principais reconhecimentos

2025 — Brasil Cup

Medalha de Ouro — Specialty Cider

Melhor Sidra do Brasil

Produtora de Sidra do Ano


2025 — World Cider Awards

Medalha de Bronze — Maçã & Limão-Siciliano


2026 — Brasil RTD Cup

Melhor Bebida Pronta Nacional

1º lugar — Fermentados

1º lugar — Outras Bases Alcoólicas


2026 — World Cider Awards

Medalha de Ouro — Maçã, Amora & Manjericão

Speciality Cider — Experimental


2026 — Brasil Cider Cup / Brasil Cup

Medalha de Ouro — Maçã & Limão-Siciliano — Specialty Cider

Medalha de Ouro — Maçã, Amora & Manjericão — Cider With Other Fruit

Medalha de Prata — Premium Dry Cider — New World Cider


Serviço:

www.manzabebidas.com


quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Nebbiolo e Marzemino: vinícola testa adaptação de uvas europeias para criar vinhos únicos

Casa Marques Pereira testa Nebbiolo, Marzemino e Alvarinho antes de levar as variedades aos vinhedos


Foto: Divulgação


A adaptação de uma variedade de uva a um novo território começa antes do plantio em escala. Em Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha, a Casa Marques Pereira mantém uma área experimental para testar castas ainda pouco comuns na região. Foi nesse processo que Nebbiolo e Marzemino, variedades italianas, passaram a ser avaliadas nas condições do terroir local.

Antes da implantação dos vinhedos, a propriedade leva entre 25 e 50 mudas de cada variedade para a área de testes. As plantas são acompanhadas ao longo de três safras para observar como respondem ao solo, ao clima e ao manejo.

"O primeiro ponto que a gente observa é a sanidade. É uma uva que você consegue começar e terminar o ciclo dela com poucos problemas? Depois vem o período do ciclo. Uma uva que tem um ciclo precoce, uma uva que tem um ciclo mais longo, tudo tem diferença", explica Felipe Marques Pereira, da Casa Marques Pereira.

O período de maturação é um dos critérios considerados pela equipe. Na Serra Gaúcha, variedades de ciclo muito longo podem chegar ao final da safra em uma época de maior tendência de chuvas, o que aumenta o risco de problemas sanitários e pode comprometer a colheita.

O formato dos cachos também entra na avaliação. A equipe observa se são mais compactos ou abertos, além da espessura da casca e do comportamento da fruta durante a maturação. A análise busca identificar plantas que consigam completar o ciclo em uma janela mais segura e entregar concentração e qualidade.

"Uma uva estar adaptada são essas condições. Uma uva que a gente consiga colher dentro de um período mais seguro, que tenha poucos problemas de sanidade, que tenha uma boa concentração e qualidade de fruta", afirma Felipe.

A Nebbiolo, tradicional do Piemonte, e a Marzemino chegaram à área experimental por apresentarem características que despertaram o interesse da equipe. O acompanhamento das plantas permitiu entender se o comportamento observado em seus locais de origem se repete ou muda diante das condições encontradas em Monte Belo do Sul.

A avaliação também não termina na colheita. Depois de observar o comportamento agronômico, o produtor transforma as uvas em vinho para entender como as características da fruta se expressam naquele território.

"Quando a gente plantou o Nebbiolo aqui, a gente não plantou esperando produzir Barolo. A gente estava apostando numa uva de qualidade para se produzir aqui, mas diferente das tradicionais", diz Felipe.

A mesma lógica orientou os testes com a Marzemino. A intenção não é reproduzir na Serra Gaúcha o vinho produzido tradicionalmente na Itália, mas compreender o que a variedade pode entregar nas condições brasileiras.

"A gente não estava buscando copiar o estilo do vinho Marzemino da Itália. Porque nós sabemos que nós temos condições aqui diferentes de cultivo", afirma.

Após o período de testes, vem a hora de outra fase do trabalho em campo, a seleção massal, a técnica de melhoramento genético consiste em implantar áreas de produção com o material extraído das mudas que mostraram melhor adaptação e produtividade.

“Utilizamos esta técnica tanto na implantação de novas cepas como no melhoramento de áreas já existentes, ano a ano há alguma muda que se destaca e vira doadora do seu material genético para melhoras outras mudas com desempenho que não esteja satisfatório”.

A experiência com variedades pouco comuns faz parte de um trabalho de seleção que também envolve castas com maior histórico no Brasil. É o caso da Alvarinho, que já é cultivada por produtores brasileiros e cujo comportamento em diferentes regiões é mais conhecido.

"Então, daí veio a aposta nela. Já era conhecido o perfil de vinho que ela costuma produzir na Serra, na Campanha. Então, foi mais fácil optar por ela", explica Felipe.

A diferença entre as variedades também mostra como a escolha de uma casta pode partir de diferentes níveis de conhecimento sobre sua adaptação. Enquanto a Alvarinho já chega ao projeto com referências de cultivo no país, Nebbiolo e Marzemino precisaram primeiro passar por um período de observação (pois já estão implantadas definitivamente no vinhedo).

Recentemente, em 2025, a vinícola implantou uma área de produção comercial da variedade Encruzado, originária da região do Dão em Portugal, o cultivar esteve em testes até a decisão da implantação no ano passado. 

“É uma uva branca de grande potencial para a serra gaúcha, traz um enorme frescor e uma paleta de aromas diferente dos habituais brancos brasileiros com notas de lima, rosas e violetas além de uma marcante nota mineral”, conclui.

Os vinhos foram produzidos com extremo rigor e colocados à venda como uma alternativa ao consumidor, mas que mostra a força do terroir gaúcho. O Nebbiolo converge uma explosão de frutas e aromas florais, a Marzemino uma elegância diferenciada e a Alvarinho traz corpulência, complexidade aromática e acidez que pede mais um gole.


Serviço:

www.casamarquespereira.com.br


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